PabloAeroBrasil - Álbum e Portal de História da Aviação

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Quando eu comecei a criar o site e procurava uma imagem para ser a página inicial, eu escolhi o quadro que tinha encomendado ao Nelson Anaia em 1993. O Nelson é um famoso artista de Aviation-art e meu vizinho na Vila dos sargentos da AFA em Pirassununga. A imagem mostra uma sobreposição de uma foto de cinco AMX's estacionados com uma foto de nuvens que eu batí em um vôo de Buffalo em 1989. Passei a chamar essa foto de nuvens de "Tapete de nuvens", virou minha foto de paisagem preferida e é usada até hoje na terceira versão do site, inclusive como plano de fundo. O Robson, que montou a primeira versão, criou a imagem só com as nuvens sem o  céu azul e esse plano de fundo virou a marca registrada do meu site. O plano de hospedagem era gratuito até 100 MB. O site entrou no ar em meados de Dezembro de 2004.

Quando o site cresceu demais eu tive que trocar a hospedagem que passou a ser paga. Troquei o plano em Outubro e essa hospedagem da primeira versão durou até Junho de 2006, quando um erro de código não permitia que o site abrisse. Chamei o Robson de novo e ele estava atolado com outros serviços e não poderia corrigir o problema que era com o programa ASP. Chamei então outro colega, o Daniel, e ele montou a segunda versão em HTML. Ele pegou as imagens das nuvens e a dos aviões e fez uma animação em Flash para ser a primeira página da segunda versão. Infelizmente o arquivo em Flash não abriu aqui, vou ver com o UOL se eu consigo inserir.

Enfim, como eu achava que deveria ter o controle total dos meus arquivos e não depender da agenda de terceiros, que por mais boa vontade que tivessem, não poderiam ficar à minha disposição, eu fiz um curso de Webdesigner e criei por conta própria o site e a imagem de primeira página. A imagem mostra exemplos de aeronaves que foram marcantes para o Brasil e sua História na Aviação.

 

O 14 bis dispensa comentários; o P-47 representa a criação da FAB e a participação do Brasil na guerra; o Bandeirante o primeiro avião da História da Embraer; O AMX representa o primeiro caça projetado pelo Brasil; e o ERJ 145 representa a entrada do Brasil na fabricação de aviões comerciais à jato, e as nuvens são a minha foto preferida, o Tapete de nuvens, que também é marca registrada do meu site.


Quando eu fui designado para ir para a Espanha eu resolví inovar a imagem da capa homenageando também dois ícones da aviação civil e militar Européia: o Supermarine Spitfire e o Concorde. Aproveitei para renovar as mesmas imagens da História da Aviação Brasileira que já estavam na imagem anterior.

Ainda montei um efeito de mudança de foto com a inserção da mesma foto em preto-e-branco e em sépia para simbolizar a História de tempos passados.



Escrito por Paulo César, o Pablo!! às 20h41
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Minha viagem no T-27 em Dezembro de 1994

No dia em que eu resolví voar de T-27 Tucano eu fui até o Primeiro Esquadrão de Instrução Aérea e perguntei como eu poderia voar no dia da Solenidade de Declaração de Aspirantes (a formatura da AFA). Me disseram que era só pedir ao comandante do esquadrão no dia do vôo.

Com eu tinha uma máquina Zenith 12 (grande prá burro) comprada na loja Jetcolor de Pirassununga eu só precisava de uma lente 70-210 mm para poder fotografar melhor. Pedí para a gerente me emprestar a lente que estava na vitrine e se acontecesse alguma coisa eu compraria a mesma. Como eu era um cliente assíduo e sempre gastava muito, ela concordou, meio que contrariada e apavorada.

No dia do vôo eu fui até o 1° EIA e pedi a autorização ao comandante, que era uma pessoa muito séria, mas coerente e justo.

- Você tem curso de assento ejetável?

- Sim senhor, eu tenho.

- Então pode vir.

- Eu posso voar em um avião que fique em uma das pontas da formação? - As aeronaves voavam em formação em forma de losango e eu queria ficar na ponta para melhor fotografar.

- Você não está pedindo demais não?

Não respondí, apenas dei de ombros e levantei as mãos como se dissesse "Dá prá quebrar o galho, Major?". Daí a pouco ele me disse o nome do piloto que iria comigo e disse que eu iria na ponta esquerda da formação. Agradecí! Fomos para o briefieng onde o Major deu todas as coordenadas aos pilotos, ao operador de rádio que ficaria no chão coordenando as passagens das duas esquadrilhas (a de T-25 e a de T-27) e me perguntou se eu tinha alguma pergunta a fazer. Vê lá se eu ia me atrever a falar alguma coisa, eu estava lá de favor! Respondí apenas o "Não, senhor!" de sempre.

Antes de decolar eu estava com sede e enquanto esperava fiz a besteira de beber um guaraná (tinha comido abacate no café da manhã). Fomos para a pista e tentei me amarrar no avião, mas como não tinha experiência fui ajudado pelo piloto. Tinha nas mãos a Zenith com a lente Zoom 70-210 mm (não poderia sofrer uma sujeira sequer, era emprestada da loja) e a Yashica amadora 35mm para bater algumas fotos mais de perto, inclusive de mim mesmo. Após receber algumas instruções para não tocar em nada, só no botão de rádio para falar com o piloto, decolamos. A esquadrilha fez uma passagem e foi manobrar para poder fazer a próxima. Batí fotos dos Tucanos em várias posições (veja no álbum), em uma delas passou um urubú a uns três metros acima de nós. Não tinha enjoado e achava mesmo que não iria, já estava acostumado a voar em aviões pequenos. Depois da terceira passagem baixa sobre a tropa dos formandos comecei a sentir um pequeno incômodo estomacal, mas ainda achava que não vomitaria. Batí uma foto minha com a Yashica e algumas dos aviões. Eu estava o tempo todo sem a máscara de oxigênio no rosto para poder acomodar a máquina no meu rosto e conseguir melhores imagens. Esse foi o segundo erro depois do guaraná. Depois de mais algumas fotos e outras viradas do avião eu me convencí da realidade e falei com o piloto.

- Tenente, eu vou vomitar!

- Ih caramba, vomita dentro do macacão para não cair no avião.

Não adiantou ele falar, caiu dentro do avião.

- Tenente, agora já foi.

Daí em diante me sentí melhor e continuei a fotografar. Porém comecei a sentir sono e quase caía dormindo dentro do avião, por causa da máscara oxigênio que eu tinha tirado do rosto. Quando eu lembrei da lente ZOOM emprestada que cairia no piso e quebraria eu respirei fundo, acordei e respirei ao máximo o oxigênio que vinha da máscara. Já estava desesperado para pousar. O filme acabou e eu ví que a Esquadrilha da Fumaça estava se preparando para decolar e se apresentar. Pousamos e eu fui correndo trocar o filme da máquina e me posicionar para fotografar a exibição (larguei o Raul dentro do avião para outra pessoa limpar). Gastei todo o filme de 36 poses com a Fumaça e terminei aquele dia inesquecível. No final da tarde eu devolví a lente e deixei os filmes para revelar na loja.

Para terminar essa história comprida: Dos quatro filmes que eu gastei um deles não foi nem batido e estava virgem. Era o filme da exibição da Fumaça: Descí do avião com tanta pressa para fotografar que não encaixei direito.

Veja o álbum das fotos no link, as fotos desse dia estão marcadas com a data de Dezembro de 1994

http://www.pabloaerobrasil.net/albuns/1eia_album.htm



Escrito por Pablo às 18h20
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